domingo, 18 de maio de 2008

equilibrista.

noto-me olhando. é uma espécie de porto seguro. ao olhar pr'ali sinto como se tivesse dado um passo certo em uma corda bamba. ao pisar lembro-me que a corda ainda não chegou ao seu final. tudo de antes volta, o frio na barriga, o nervosismo.

fito novamente. reparo-lhe, então. concentro-me. ensaio o próximo passo. não reconheço, verdadeiro, apoio em seus olhos, mas dali imagino. encontro a força necessária e dou o outro passo. desequilibro-me. vou da esquerda para direita ao mesmo tempo que fecho os olhos. abro-os. olho seu rosto e volto a me equilibrar. tenho mais passos pra dar.

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