teve um dia em que ele notou que estava apaixonado por uma menina. se foi correspondido ou não já não importa pra essa história. ela foi aquele tipo de pessoa que chega de repente na sua vida, mas que sempre esteve ali e, depois, pra sempre ficou.
passou um dia, um mês e depois seis. o amor que ele sentia por ela não diminuía. a única diferença foi que ele passou a ter um sensação estranha, era como se aquele amor que exigia os dois juntos tivesse se mutado e virado um querer bem. não que ele não quisesse mais ficar com ela, mas não era mais uma prioridade.
quando aquilo completou um ano ele sentiu outra mudança. nascia um outro amor, por outra pessoa. não, ele não havia deixado de gostar dela, ele gostava das duas ao mesmo tempo. o interessante era que por uma ele morria de paixões ardentes, mas com ela, ele ficaria radiante apenas com uma tarde fria assistindo filme no sofá, abraçados.
sempre nos momentos de carência era nela que ele pensava. era com ela que ele construía, na mente, diálogos fascinantes e vivia momentos marcantes. ela não sentia a intensidade daquilo tudo. talvez, nem ele. por vezes ele sentia com se estivesse preso, mas sem cadeia e sem correntes.
pra ele, aquilo, definitivamente, não era algo ruim. com o passar dos anos aprendeu super bem a entender e conviver com isso. tinha ciúmes de cada namorado que ela teve, mas nunca deixou de ficar do lado dela em tudo. sustentava aquele amor infindável facilmente.
os anos passaram. o contato entre eles dois por vezes foi abalado, mas o amor dele nunca. houve meses em que tudo voltou e ele chorou e chorou. depois tudo passou. hoje ele tem uma namorada que ama a ponto de fazer loucuras e ela viaja pela europa. toda semana ele recebe um postal de sua amada e ela escreve pro amigo que tanto estima.
hoje ele ainda tem esperança que um dia dê certo, mas não trata isso como questão de vida ou morte.
estranhamente ele conta essa história pra todo mundo e depois pergunta "tu entende como é isso?", ninguém nunca entende.
mas eu, eu entendo.
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Você escreve bem!
ResponderExcluirNão é o seu melhor texto. Só pra mim que é.
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