sexta-feira, 26 de setembro de 2008

ao interior de.

ajeitava pequenas coisas em seus devidos locais. as mãos trabalhavam maquinalmente e a cabeça delirava, viajava livre. a janela aberta fazia a cortina bater com o vento, algumas folhas da revista ao meu lado esvoaçavam. 

pela cabeça passavam músicas, fotos, você, manchetes de jornais, poesias, textos. foi, então, que minhas mãos pararam, as folhas pararam, o vento parou. teu doce cheiro habitual estava no ar. com os olhos fechados senti você entrando em mim, como aquele cheiro que eu aspirava sem dó. queria tudo comigo e só.

em menos de um segundo o cheiro de dispersou, os pensamentos se afastaram e a cortina voltou a bater. você estava lá. dentro de mim. 

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