e ela me olha e diz:
- você se consome e deixa as coisas te consumirem. sempre foi assim.
eu abaixo a cabeça, penso em tudo. os vicios, as pessoas, as modas, as vontades e, de novo, as pessoas. é, eu consumo tudo. consumo a mim sem notar, até.
apelo pra mentira, então:
- você não me conhece.
não, nem levanto a cabeça pra falar isso. como eu poderia olhar pra ela?
ela fala calma, como sempre:
- eu te conheço mais que você mesma, sei tudo o que se passa ai dentro.
- não, não sabe. eu me conheço bem.
digo, e vou embora.
é. eu minto para mim sem notar, também.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário