domingo, 29 de março de 2009

madrugada.

cartas não lidas, postais não mandados, alianças não entregues. ela é assim, uma não ação de uma quase coisa. entre a noite e a manhã, não sendo nem noite e nem manhã. escura, fria e amedrontadora para alguns, ela pode ser clara, quente e esclarecedora para outros.

engraçado pensar que nessas horas, entre o zero e o alguma coisa, é que o mundo acontece. pessoas se conhecem, separam, morrem, nascem e dançam. dançam essa musica entorpecente do dia de hoje que não acabou e do amanhã que não chegou. dançam às formas da vida que se formam nessa iminência de nada, com ar de tudo.

na madrugada, sendo e não sendo, tudo é ou se torna alguma coisa.




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