terça-feira, 14 de julho de 2009

não, não, não.

e numa terça feira a noite, em um banho apressado. ele nota, percebe, se toca, e não, não entende. prepara-se para esmurrar a parede, recua a tempo. "não, não, não.." tenta imaginar a palavra estampada na mente para que ela tome o lugar das coisas que estava imaginando.

ele viu eles sendo 'pra sempre', mudando por ela e ela por ele. ele viu eles dois se casando. na praia, com direito a uma festa depois pra todos os amigos deles. a lua de mel na frança, onde ela tomaria café e ele passaria horas observando a cena sem a necessidade de dizer uma palavra. a casa com cortinas em todas as janelas, onde sem camisa ele andaria livremente e ela brigaria pela bagunça nos cômodos.

e então, notou que a distancia que separava tudo aquilo da realidade antes era o tempo. e agora já era mais. e pra ele, por mais que fosse racionalizável, aquilo tava tudo errado. eles se gostavam e como aquilo tudo tava acontecendo?!"não, não, não.." ele pensava paralisado sem saber como explicar aquilo tudo.

-mas ele até que sabia.

Nenhum comentário:

Postar um comentário