quarta-feira, 16 de setembro de 2009

é.

ela arruma a cama, eu continuo deitado no sofá. ela passa por mim, alisa meus cabelos, ajeita o cobertor. pega a chave do carro, da casa. apaga a luz, destranca a porta. ela sai, eu vejo os calcanhares indo. torço pra que ela tenha esquecido alguma coisa, encontro a janela aberta e em um assopro o vento entra, levanta o perfume dela por todos os comodos e leva embora.
comprovando o perfeito metodismo. é, ela não esqueceu nada.

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