-ei, me deixa! sai daqui! vai atrás daquelas meninas que mais cedo vieram atrás de ti. vai!
ela dizia, balbuciando as palavras, naquele tom específico de quem está bêbado e entediado. olhando-a, dominado de raiva, eu ainda consegui achá-la uma das coisas mais lindas do planeta. incrível isso, eu sendo um bobo, até quando ela me insulta.
continuo segurando minha cerveja, olhando os olhos dela. cabelo bagunçado, grudado no rosto adentrando a boca, maquiagem borrada, algumas lágrimas, ela continua gritando disparates enquanto tento tranquiliza-la, sem sucesso. existe um ponto em que eu desisto, sempre existe. desisto e viro as costas, saio andando, ela não quer minha ajuda.
saio andando por aquelas ruas de sempre, de sábados. mão dadas, sorrisos, beijos, duas pessoas sendo uma, várias pessoas sendo ninguém. e eu, aqui, com o coração na mão, na sua mão. e, da mesma forma que sempre desisto, volto atrás. não tenho problema nisso, nem nunca tive. volto atrás e corro, passo por seguranças e entro no inferninho que erroneamente te deixei. te apanho pelo braço, te levanto e sorrio, para ti.
não me importa se você tinha razão ou se era que tinha. não importa que você se descontrole, que você seja assim, meio louca. o que importa é que eu sou paciente, bobo e que sempre volto atrás. atrás por você e por mim. para nós. para te ajudar, para me ajudar.
ela dizia, balbuciando as palavras, naquele tom específico de quem está bêbado e entediado. olhando-a, dominado de raiva, eu ainda consegui achá-la uma das coisas mais lindas do planeta. incrível isso, eu sendo um bobo, até quando ela me insulta.
continuo segurando minha cerveja, olhando os olhos dela. cabelo bagunçado, grudado no rosto adentrando a boca, maquiagem borrada, algumas lágrimas, ela continua gritando disparates enquanto tento tranquiliza-la, sem sucesso. existe um ponto em que eu desisto, sempre existe. desisto e viro as costas, saio andando, ela não quer minha ajuda.
saio andando por aquelas ruas de sempre, de sábados. mão dadas, sorrisos, beijos, duas pessoas sendo uma, várias pessoas sendo ninguém. e eu, aqui, com o coração na mão, na sua mão. e, da mesma forma que sempre desisto, volto atrás. não tenho problema nisso, nem nunca tive. volto atrás e corro, passo por seguranças e entro no inferninho que erroneamente te deixei. te apanho pelo braço, te levanto e sorrio, para ti.
não me importa se você tinha razão ou se era que tinha. não importa que você se descontrole, que você seja assim, meio louca. o que importa é que eu sou paciente, bobo e que sempre volto atrás. atrás por você e por mim. para nós. para te ajudar, para me ajudar.
Nenhum comentário:
Postar um comentário