quinta-feira, 20 de maio de 2010

fim de festa.


você já deve ter passado por isso. aquele momento em que seus amigos, ou companheiros, já estão bêbados ou chapados demais, espalhados sem qualquer ordem pelos cantos. bebiba jogada, guimbas de cigarro pelo chão e silêncio.

o barulho de fora afeta a todos, mesmo que estejam, sem qualquer execeção, cada um voltados ao seu interior. é aquele momento em que não se sabe quem é mesmo o dono de quem. pessoas juntas, unidas contra um frio que não existe realmente. carinhos, abraços, beijos, amigos que viram amantes e novas pessoas que viram amor de vida. onde ninguém se olha, ninguém se fala, ninguém se importa, ninguém julga. onde todos são mais um, juntos com mais outros, procurando um calor, de alma, de vida. uma vontade, talvez amor.

e tudo, mesmo que bambo e guenzo, permanece em equilibrio, o silêncio, o vento que atinge, a junção de corpos e todo o resto, toda a busca, tudo calmo absortos na inquietude do fim. alguém se move, os abraços se acabam, os beijos são deixados de lado, até que alguém fala algo assim que não devia ser dito, mas que não se pode deixar de dizer. então, toda a organização sem ordem é desfeita, todos se afastam e se olham, se vêem, se julgam. e dá-se o começo de mais outra festa.

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