quarta-feira, 6 de outubro de 2010

e eu queria que chegasse aqui com teu carro, vidros abertos e som ligado, viesse me buscar pra deixar essa insônia se perder na noite. desceria meio descabelada, desarrumada assim e íriamos pra qualquer barzinho mal frequentado. eu pediria uma cerveja, um copo de leite, coisa qualquer para beber, enquanto, tremendo, te falava mais uma vez como ela é linda, meu amigo. são sempre assim esses momentos de frio, incoerência ou embriaguez, sempre falo dela e pra ti.

e por mais que eu queira, que tu queira, tu não vens. é tarde. abraço a insonia e lembro que nem leite, nem cerveja bebo, escrevo palavras desconexas assim e deito novamente, esperando a visita de um fantasma, um desabamento no vizinho, uma batida entre os corredores da rua. espero o mundo parar ou o sono chegar.

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