empurrou com força as portas estilo emergência de hospital, queria chamar toda a atenção que pudesse. queria dizer à todos que estava ali, realizando o seu sonho de enfim ser jornalista.
entrou na redação com a confiança extravasando de seus poros, seguia um imenso corredor com a cabeça erguida, ele sabia, sabia que teria muita coisa a enfrentar. mas nada poderia deter o sentimento revolucionário que pulsava em seu peito.
ele era um romântico, não só daqueles que sonham, mas daqueles que vão atrás, que buscam. que correm, lutam e no final de tudo conseguem. o romance que ele tinha pela arte de escrever, de comunicar ao mundo os acontecimentos, podia ser percebido a metros de distancia, era exalado dele, tal qual um perfume impregnado.
era difícil de explicar o prestigio que ele sentia de estar ali, de poder participar de toda aquela grande organização, que, acreditava ele, podia ser mais funcional que qualquer passeata, qualquer guerra ou revolução. sempre pensou que era a mídia que mudava e manipulava as mentes dos telespectadores e, como foi dito anteriormente ele era um romântico. tinha um romance especial com a idéia de tentar fazer as pessoas criarem um opinião própria, sem se embasar na mídia.
sua opinião diferia do seu novo trabalho, mas ainda assim ele seguiu em frente, pos seu plano em prática, escrevia com total imparcialidade, deixando as brechas para a opinião do leitor. achava que conseguiria ser mais forte que toda aquela organização. mas era uma guerra perdida, um exército todo contra um só. não seria possível nunca alcançar a vitória. ele reconheceu a derrota.
havia desistido de trabalhar num jornal, era um pobre freelancer que tentava mudar o mundo, mas ele só tentou até o dia que uma adolescente que devia ter por volta de 15 anos chegou ao seu lado e disse: "você não é o lance, o jornalista?" ele respondeu positivamente. a menina abriu um sorriso e continuou "ah cara, adorava sua coluna, seu jeito de escrever é o melhor! você me inspirou, de verdade". ele soltou uma gargalhada, a menina achando estranho a reação resolveu ir embora.
o pobre freelancer achou-se patético, já que apenas uma garotinha o achara um bom jornalista... mas, foi enquanto a palavra “garotinha” repetia-se no vácuo do seu cérebro que percebeu que todos os seus esforços de mudar o mundo haviam funcionado, já que mudara a idéia de um dos futuros habitantes do mundo e, esse com certeza continuaria o seu legado. o freelancer havia feito a sua parte. do jeito que pôde.
very cool
ResponderExcluir;)
gargalhada eh uma palavra mto feia
tu incorporou mesmo a idéia d ser jornalista, né?
ResponderExcluire q implicancia com a palavra gargalhada é essa do george?