sábado, 24 de julho de 2010

desaprendi a ser pela metade porque fui, uma vez, inteira. não sei se por comodismo ou (mau) costume já não consigo, comigo é tudo ou nada. tu me tens nos braços ou não, sem meio termo, sem ir devagar. vou com tudo e exijo jeito, porque sou leve em meus 42 quilos, mas enquanto não me segurem direito posso me esparramar.

não me envergonho um segundo por ser romântica incurável. quero todos os tipos de amor, incluindo aquele pra levar até o fim da vida. torço a cada nova pessoa que seja aquela. crio expectativas e esperanças mesmo, porque por mais que sejamos jovens não há certeza alguma, em absolutamente nada. certeza mesmo é só a de amar alguém. amar é a única coisa que você fará até o dia de morrer, hoje ou daqui a 50 anos.

já provei de um tipo de amor que quero para todos os meus dias. fui inteira até saber que sou, sim, metade perdida esperando ser inteiramente achada ou vice e versa. agora me cerco de tudo que mais tenha sentimento e sinto pena, da forma mais cruel, de quem não sabe o que é sentir amor e viver ele da forma mais verdadeira. sinto pena de quem ainda é inteiro e sozinho.

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