terça-feira, 2 de junho de 2009

minha fortaleza.

02/06/09


“my city, i can not deny her. my city screams. she is my mother. she is my lover, and i am her spirit.”

-the spirit



minha força, meu abrigo, meu conforto. minha menina dos olhos, minha protegida, minha paixão sem motivo. é ela, ela que os pronomes possessivos não deveriam caracterizar, mas que caracterizam e a tornam do jeito que eu sinto, minha. infelizmente não nasci por essas ruas que hoje fazem do meu peito carnaval, mas foram nelas que encontrei um cantinho para depositar meu amor.

sei dos males, das misérias e das mazelas. tenho conhecimentos dos buracos das ruas e dos assaltantes delas. reparo na prefeitura omissa, nos moradores infiéis. encontro-me com a poluição, com o mal trato que multiplica-se a cada dia. sinto os odores e as angústias da cidade-forte que as vezes encontra-se solta e desprotegida.

entre as ruas, conhecidas e não, vejo as cores. lindas cores antigas, robustas e fortes, mas calmas. são ruas com construções sábias, prédios brincalhões. um misto harmonioso entre o passado e o presente. são bairros recheados de aventuras, de figuras folclóricas. um livro de história escrito no concreto do pavimento. são praias com areias finas, com banhistas animados e com uma maré brava. onde tudo de ruim é lavado pelas preciosas ondas do atlântico.

o clima e o povo são irmãos, exagerados os dois. muito calor, muita chuva. muita festa, muita animação. são pessoas que estendem a mão, abrem os braços ao abraço. provincianos que, mesmo com a modernidade, tentam e conseguem manter a cultura e alguns costumes de uma geração já passada.

sei bem que nem um quinto dessa cidade conheço, mas já me vejo conquistada por suas peculiaridades, seus becos escuros, suas ruas arenosas, seus espaços culturais, suas tantas praias, todas essas partes que aparentemente fizeram-se prontas para mim. e então, vou dando tempo ao tempo. ela vem vindo comigo, ao meu lado. eu passo vendo e em mim ela vai crescendo. e nela, eu sei, meus passos vão sendo marcados.
minha amante de hoje, meu amor de sempre.

2 comentários:

  1. Curiosamente eu tbm acabei de escrever sobre uma coisa que só poderia acontecer em Fortaleza, no meu bairro e na hora que eu saio de casa.

    A gente escolhendo temas iguais... tipo assim... *Medo*

    Mas tá muito bom mesmo o seu texto. Gostei. É um dos sérios candidatos pra que eu peça que você escreva a mão e me dê. ;)

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  2. Comoveu-me o seu contar das belezas e mazelas dessa cidade que adotou como sua. Quisera que os infiéis filhos dela também o fizessem.
    Já falei que adorei este post? pois então falo agora.
    ADOREIIIIIII!!!!!!!!

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